PROINVESTORS

A melhor oferta

por Jô Vieira

10/02/2010

Muitos leitores têm enviado e-mails reportando que gostariam de investir na bolsa, mas têm receio de fazê-lo, pois acham complicado entender o mecanismo de funcionamento do mercado de ações.

Procurando esclarecer essa questão, vamos iniciar uma série de artigos buscando esclarecer e desmitificar o tema. Assim, comprar e vender ações é mais fácil do que muita gente imagina. O funcionamento desse mercado funciona exatamente igual a uma feira livre, ou seja, respeita uma das principais regras do comercio: o preço é determinado pela interação entre compradores e vendedores.

A BOVESPA funciona como um ambiente de negociação da mesma forma que uma praça servia como o local de negociação das feiras da Idade Média: é nela que ocorrem as transações. No caso das feiras livres o comprador vai ao mercado com a intenção de comprar um item em particular e pergunta ao vendedor o quanto custa a mercadoria que responde por quanto esta disposto a vender o produto. Este preço é o que podemos chamar de uma oferta de venda.

Como bom negociante você antes de comprar vai verificar nas outras barracas os preços da mesma mercadoria e, caso se confirme que aquele preço é, na verdade, o mais baixo, então se trata da melhor oferta de venda.

Agora, você faz sua oferta de compra, caso essa seja a melhor oferta que o feirante recebeu no dia podemos chamá-la de melhor oferta de compra. A diferença entre o preço sugerido por ele e aquele que você ofertou é chamada de Spread. Caso vocês entrem em um acordo, ou seja, o preço que feirante aceitou é o mesmo que você se dispôs a pagar, então isso significa que houve um negócio.

O mesmo acontece no caso de querermos nos tornar acionistas de uma companhia de capital aberto. O mercado de ações, apesar de ser bem mais sofisticado que uma feira livre, segue os mesmos princípios. É no ambiente de negociação organizado das bolsas que as ações são negociadas. No entanto, diferentemente das feiras, os negócios não são realizados diretamente pelos compradores e vendedores, e sim, através das corretoras de valores. Ao decidir aplicar uma parcela de seus recursos na Bolsa, portanto, você terá que se tornar antes, cliente de uma delas, fazendo seu cadastro e abrindo a sua conta – sem ônus algum.

 

Artigo de José Vieira Neto escrito para a GAZETA Cidadania & Negócios, que dedica um espaço especial chamado "Credibilidade e Informação" para tratar de investimentos, explicando para o leitor como melhor alocar seu dinheiro.