Como montar uma carteira
por Jô Vieira
07/06/2011
Historicamente, investimentos em ações apresentam retornos superiores às aplicações em renda fixa no longo prazo. Todos que compram ações o fazem por um só motivo: querem potencializar seus ganhos ao longo do tempo.No Brasil, por conta do prcesso inflacionário praticamente endêmico, somente com o advento Plano Real (1994) e a queda da inflação a cultura rentista começou a declinar.
Assim, com foco em objetivos de longo prazo como aposentadoria, por exemplo, e também visando a diversificação de seus investimentos, possuir uma parcela de suas aplicações em ações pode ser uma boa estratégia. O mercado de ações oferece mais riscos do que o mercado de renda fixa; no entanto, também apresenta mais oportunidades de ganhos pois essa fatia investida em ações, em um horizonte mais longo de tempo, tende a apresentar maiores retornos do que as aplicações em renda fixa, contribuindo assim para aumentar o retorno ao longo dos anos.
Ao comprar a ação de uma S.A. de capital aberto o investidor deve esperar que a mesma cresça e aumente seu patamar de lucros pois assim é que seu capital deverá ser melhor remunerado. Mas para isso é preciso ter paciência e não se assustar com oscilações pontuais de mercado, e estar certo que este investimento atende a seus objetivos de longo prazo. Por isso o investidor nunca deve comprometer na compra de ações, recursos que serão necessários para as despesas de primeira necessidade ou para gastos imediatos.
Assim, diversificar é uma palavra chave para qualquer pessoa que pretenda investir no mercado de ações montando uma carteira. É a versão atual da recomendação que nossos avós transmitiram a nossos pais de que "não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta". Ninguém entra em um investimento hoje para sair dele amanhã. A compra de ações segue o mesmo princípio quando se compra um carro ou uma casa e, com uma vantagem, ser uma operação bem mais simples.
O mercado acionário é movido a informação. Todos os agentes demandam informações sobre as companhias, os agregados setoriais e macroeconômicos. Balnços publicados são informações pretéritas, servindo apenas para comparar se os "guidances" prometidos foram atingidos. A utilização mais nobre da infomação é servir como base para projetar o comportamento futuro das cotações das empresas. É normal que as mesmas informações possam gerar interpretações diferentes. Assim, o investidor iniciante não deve se assustar quando por exemplo, alguns casas, à luz de relatórios divulgados, consideram que é o momento de vender determinada ação, enquanto outras recomendam exatamente o contrario, ou seja que é o momento de comprar. É exatamente essa disparidade de opinião que move o mercado.
O investidor deve se preocupar basicamente em escolher o seu assessor de investimento. Que serviços a corretora oferece? O barato muitas vezes pode se revelar extremamente oneroso.
Os interessados podem nos contactar para saber mais.
